O espetáculo “Três Mulheres Altas” , exibido nos dias 03, 04 e 05 de abril de 2026, no Teatro Paulo Pontes, em João Pessoa, foi um convite à reflexão sobre a vida e suas vicissitudes. Escrita na década de 1990 pelo dramaturgo norte-americano, Edward Albee (1928-2016), a peça contou com a direção de Fernando Philbert, tendo sido apresentada pela Bradesco Seguros, através da Lei Rouanet. PRIMEIRO ATO: A VELHICE, A MATURIDADE E A JUVENTUDE Dividida em dois atos e com impecável atuação das atrizes Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre, a apresentação nos fez refletir sobre a velhice, a maturidade e a juventude. O texto de Albee nos confronta, provoca e também nos arranca risos. As personagens não têm nomes, sendo identificadas como A, B e C. A personagem A é uma senhora rica de 92 anos, sofrendo de Alzheimer. As lembranças narradas por ela sobre o casamento de aparências com “O Pinguim”, sua relação conflituosa com a irmã e o distanciamento do único filho arrancam-lhe ...
O Dia Internacional da Mulher, que deveria ser lembrado pela luta histórica por direitos e conquistas, neste ano de 2026 expõe o luto de muitas famílias no que diz respeito ao alarmante aumento de casos de violência doméstica e feminicídio no Brasil. Para se ter uma ideia, no ano de 2025, segundo o LESFEM (Laboratório de Estudos de Feminicídios), foram registrados 6.904 feminicídios consumados e tentados no Brasil. Destes, 31,1% corresponde a 2.151 feminicídios consumados, enquanto que 68,9% corresponde a 4.755 feminicídios tentados. Esse número acentuado torna-se preocupante, tendo em vista a existência da Lei do Feminicídio, (Lei nº 13.104/2015), esta que completou 11 anos no dia 9 de março do ano corrente. Pela supracitada lei, o feminicídio é considerado crime hediondo cometido contra a mulher pela própria condição de sexo feminino, n...