Ilustração criada com Inteligência Artifical (Gemini). Nascida em Benguela, na África, Tereza cresceu ouvindo os sábios griôs Atenta aos ensinamentos, Com disciplina e encantamento Jovem e influente se tornou. Naqueles tempos em Benguela, O exército português aterrorizou Reinos rivalizaram, Até se enfrentaram Insuflados pelo opressor. Foi assim em tormentos Que Tereza ao Brasil chegou. Sonhos, lágrimas e lamento, Tanta dor e sofrimento Mas o destino não falhou Levada para Mato Grosso Enamorou-se por José Piolho Líder de um Quilombo Onde faziam todo povo Bem-vindos ao Quariterê. Unidos em um propósito, Tereza e José Piolho Pelas matas se embrenharam Chegando ao Quilombo Quariterê Tereza lá se fez rainha, A rainha do Quariterê. Liderou ao lado do amado Com estratégia e valentia E não lhe faltava sabedoria Para o quilombo reger. Seguindo unidos vendo tudo florescer. Mas ...
Ilustração criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI). Preta retinta, de baixa estatura, magra, bonita, dentes alvos como neve, altiva, geniosa, insofrida e vingativa, não necessariamente nessa ordem, mas foi assim que o abolicionista Luís Gama, em carta autobiográfica de 1880, descreveu a sua mãe, Luísa Mahin. Conhecemos a nossa heroína a partir das memórias do abolicionista negro, considerado por alguns estudiosos como o filho que gestou a mãe. Nascera na Costa da Mina, África, era islâmica e fora trazida ao Brasil pelos portugueses, atuando em Salvador como quitandeira, recusando a se converter ao catolicismo. Pelas ruas e vielas da cidade, Luísa vendia seus quitutes saborosos; querida no cotidiano do comércio local, ela circulava não só vendendo seus produtos, mas dialogando com seus colegas de cativeiro, tomando, muitas vezes, conhecimento sobre as tramas de sublevações. Conta-se que, em 1835, durante a Revolta dos Malês, Luísa Mahin teria assumido certo protagonismo ...